"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu".
[Fernandinho Pessoa]
sábado, 21 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Meu coração chora calado
As lágrimas que escorrem pelo meu rosto agora são apenas um desabafo a todas as palavras que sou obrigada a engolir à seco.Pena que é essa minha personalidade, personalidade inútil de sempre querer apaziguar tudo principalmente pra não ferir o outro, enquanto esse mesmo outro não se preocupa nem um pouco em medir suas palavras pra que não me machuque.Meu pranto é calado e pacato, não posso me tornar igual a essas pessoas vomitam palavras negativas nas outras, eu não quero contaminar ninguém com a minha triteza.
Concordo que eu sou cheia de defeitos, mas eu tenho sentimentos que cada vez mais são machucados e faz com que minhas qualidades desapareçam.Agora, neste exato momento, eu queria poder sair, ir pra um lugar bem distante e nunca mais voltar.Encontrar meu ombro amigo que sempre esteve comigo, poder abraçar e esquecer de tudo que me deixa assim.
Eu quero e sei que mereço ser feliz, mas do jeito que a vida segue, eu vou ser obrigada a me casar com a solidão e continuar nessa obscuridão, onde tudo que eu sinto se resume a tristezas que nunca deixam de me cercar.
Concordo que eu sou cheia de defeitos, mas eu tenho sentimentos que cada vez mais são machucados e faz com que minhas qualidades desapareçam.Agora, neste exato momento, eu queria poder sair, ir pra um lugar bem distante e nunca mais voltar.Encontrar meu ombro amigo que sempre esteve comigo, poder abraçar e esquecer de tudo que me deixa assim.
Eu quero e sei que mereço ser feliz, mas do jeito que a vida segue, eu vou ser obrigada a me casar com a solidão e continuar nessa obscuridão, onde tudo que eu sinto se resume a tristezas que nunca deixam de me cercar.
Meu coração obscuro
Escrevi todos os meus sentimentos,
Bons e ruins, em um papel
Queimei-os para que nunca mais
Me alegre ou me entristeça,
Mas ao queimar todos eles
Percebi um enorme erro,
Esqueci de queimar primeiramente
O ódio e o egoísmo
E acabei ficando com eles dentro de mim
Tornando-me um ser rude, solitário e cheio de amarguras.
Por isso corro, busco
E tento encontrar
Alguém com sentimentos mágicos
Para me dar
Mas enquanto não encontro
Continuo aqui, parada,
A contemplar o luar.
[Wéryka Dantas]
Bons e ruins, em um papel
Queimei-os para que nunca mais
Me alegre ou me entristeça,
Mas ao queimar todos eles
Percebi um enorme erro,
Esqueci de queimar primeiramente
O ódio e o egoísmo
E acabei ficando com eles dentro de mim
Tornando-me um ser rude, solitário e cheio de amarguras.
Por isso corro, busco
E tento encontrar
Alguém com sentimentos mágicos
Para me dar
Mas enquanto não encontro
Continuo aqui, parada,
A contemplar o luar.
[Wéryka Dantas]
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